No dia 4 de Maio de 2012, as duas turmas da cadeira de Maquetes I da Universidade Federal do Rio Grande do Sul fizeram uma visita à edificação onde está instalada a Fundação Iberê Camargo, cujo autor é o arquiteto português (vencedor do prêmio Pritzker em 1992) Álvaro Siza Vieira. O primeiro projeto de Siza na América do Sul surgiu como uma iniciativa de Maria Camargo para conservar e, também, divulgar a obra de seu falecido esposo.
Ao longo da visita, é facilmente observável que o arquiteto foi minucioso em seu projeto, planejando desde as aberturas nas paredes (algumas para que o ar condicionado - elemento essencial na manutenção da temperatura ambiente, indispensável para a preservação das obras de arte - cumprisse seu papel sem ficar exposto, o que prejudicaria a estética do espaço interno) até todo mobiliário que há no prédio, que possui sua assinatura.
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| Sinalização feita pelo arquiteto |
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| Cadeiras Álvaro Siza |
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| Abertura para ar condicionado |
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| Abertura para iluminação |
No andar superior, parte da iluminaçãoprevista se daria através de uma lacuna por onde luz natural entraria,diminuindo, assim, parte do gasto de energia do prédio. Este foi um assunto delicadodurante a elaboração do projeto, uma vez que a luz solar, ao longo do tempo,acabaria por alterar a coloração original das obras que ficam expostas. A iluminaçãozenital natural do andar superior teve de ser substituída por lâmpadasartificiais, como ocorre em todos os outros andares; e, em todas as janelas da edificação,foram colocados filtros especiais, que impedem que alguns raios incidam para ointerior.
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| Iluminação difusa em todos os andares |
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| Iluminação artificial (Foto: Bruna Brilmann) |
Por isso, há poucas janelas no prédio. Posicionadas estrategicamente, servem como molduras para mostrar a vista em alguns pontos, transformando-a, assim, em uma série de "quadros naturais".
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| Janela circular no teto para iluminar o corredor em um dos braços |
Um problema que está sendo enfrentado pela edificação no que diz respeito às janelas é o fato de que algumas delas estão rachando. O filtro que elas possuem acaba por ficar danificado, também, e telas temporárias têm de ser colocadas a fim de reduzir a incidência solar enquanto o vidro não é substituído.
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| Tela sobre vidro rachado (Foto: Bruna Brilmann) |
Ao se realizar uma análise externa, fica claro que a composição do volume da edificação se deu através de um prisma que sofreu inúmeras subtrações até obter a série de cheios e vazios que compõem seus braços. Além disso, o encontro de linhas ortogonais ocorre, em alguns locais, através de curvas, trazendo um aspecto harmônico à obra. O alinhamento das poucas janelas e das bordas do concreto demonstram, mais uma vez, o detalhamento construtivo:
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| Tensão os braços |
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| Encontro e alinhamento de janelas |
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| Volumetria da edificação: braços exibem tensões a partir de subtrações |
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